Utopia cor-de-rosa

Thursday, September 28, 2006

" I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it "

Wednesday, August 30, 2006

Romeu e Julieta
Sansão e Dalila
Morticia e Gomez
Boris e Natasha
Tristão e Isolda
Lisandro e Hérmia
Marge e Homer
Adão e Eva
Simba e Nala
Barbie e Ken
Napoleão e Josefina
Mickey e Minnie
Otelo e Desdemona
Peter Pan e Sininho
Píramo e Tisbe
Tarzan e Jane
Cleópatra e António
Dama e o Vagabundo
Abelardo e Heloísa
Donald e Margarida
Ariel e Eric
Dante e Beatriz
D. Pedro e Inês de Castro
Popeye e Olivia Palito
Pierre e Marie Currie
Robin Hood e Maid Marion
Zorro e Lolita
Clark e Lois
D. Quixote e Dulcineia
Fred e Wilma Flinstone
Jasmim e Aladino
Shrek e Fiona
Pocahontas e John Smith
Esmeralda e Febo
Bernardo e Bianca
Helena de Tróia e Paris
Eu e Tu

Saturday, August 26, 2006

É amor...que mais poderia ser?




Pertenço ao nosso reino encantado. É um lugar mágico, onde as estrelas brilham tão perto da Terra que lhes conseguimos tocar e onde os raios de Sol nos abraçam no seu calor. Só eu e tu temos acesso a ele. É um reino de uma outra dimensão, de um universo paralelo a este, sem deixar de ser real. E tu resgatas-me uma sensação de despojamento de qualquer outra coisas, material ou abstracta. Quando estou contigo, desejo mandar parar o tempo para que essa sensação de perfeição se torne imortal em mim. Embebo todos os pequenos (e grandes gestos). Sorvo cada palavra bonita que me dizes; retenho para todo o Sempre cada vez que a tua pele macia toca na minha; mantenho conservado, em formol à prova de tempo e de bala, cada encontro entre o teu olhar brilhante e o meu. Esse teu olhar que torna qualquer palavra desnecessária e excessiva. A tua existência e a tua presença invadem todos os cantos e recantos do meu ser com uma enorme sensaçao de frescura e leveza. Uma sensação de paz e harmonia como se tudo o que existe, estivesse no lugar onde deve estar, como se até eu me tornasse numa pessoa melhor e como se todas as coisas que o Cosmos abriga estivessem em equilíbrio consigo próprias... e ao longe uma harpa entoa-me uma melodia serena que chega até mim polvilhada de poeira cósmica.

É amor... que mais poderia ser? Não é uma pergunta retórica. Amor,amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor. Se insistir em verbalizar o que sinto não tenho escolha: é amor! Porque amor é uma invenção humana, um signo linguístico, uma união de quatro letras que tanto poderiam ser estas letras como quaisquer outras quatro. Amor é apenas um elemento gráfico e fónico, resultante da reunião de um significante e de um significado. Por isso, ao utilizar a palavra 'amor' quase minto... Porque és como o vento quente, vindo do deserto, que quando se vai embora, deixa aquele vazio... És pulcro. E o que sinto por ti é infinitamente mais do que amor. Infinitamente mais, até ao fim.

Thursday, August 10, 2006

Obrigado por estares de volta...


Toma a minha vida!

Wednesday, August 02, 2006



Não acreditas que eu sou a tua alma-gémea?



Saturday, July 29, 2006



Porque sim?



Porque não?


Thursday, July 27, 2006



" O sono que desce sobre mim

O sono mental que desce fisicamente sobre mim
O sono universal que desce individualmente sobre mim
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir
O sono da vontade de dormir
O sono de ser sono

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
É o sono da soma de todas as desilusões
É o sono da síntese de todas as desesperanças
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso "

[Fernando Pessoa]


Ela caminhava descalça pela praia. Gostava de se sentir livre, em contacto com a Natureza, de sentir a areia a arranhar-lhe os pés e a espuma das ondas a desvanecer-se nas suas pernas. Mas naquele momento, nem isso a acalmava. O seu mundo estava um autêntico caos. Tudo aquilo em que ela acreditava, tudo o que desejava, tudo o que julgava eterno, tudo o que a fazia levantar-se todos os dias, tudo o que a fazia sorrir, o que a levava a conseguir superar obstáulos, tudo o que a levava a sentir o sangue latejar-lhe nas veias, tudo o que a fazia sentir viva, no fundo, tudo o que a levava a acreditar que a vida vale a pena... tudo se desmoronava a seus pés. E na sua cabeça, um turbilhão gigante e revolto de emoções, remorsos, pensamentos, recordações felizes misturadas com sentimentos de culpa. Todos num vai-e-vem que a enlouquecia, um vai-e-vem tão fugaz e rápido... Era assolada por um tão grande número de sensações que a tornavam incapaz de distinguir o limite entre o fim de um pensamento e o início de outro, sendo esse limite tão estranho e frágil... tão confuso... E doía. Doía-lhe tanto! A dor mais profunda, cortante... esgotante... que alguma vez sentira. Sentia-se aos fragmentos consumida pelo desabamento do seu mundo. E tinha frio... Estava seca. Vazia.